Prazo De Validade Das Pessoas

Finados vela prece

Estamos próximos ao dia de FINADOS (2 de novembro). A lembrança daqueles que costumeiramente ninguém nunca se esquece é fortalecida. Despertamos para a necessidade de prestar-lhes homenagens (uma vela, uma flor, uma prece, uma missa, uma lágrima…). Os que morrem deixam sempre algumas interrogações nos que ficam. Desde aquelas existenciais, às interrogações contingênciais e as psicológicas.

Não é de agora que vale a pena pensar. Nós, humanos, não nascemos com “prazo de validade” na pele. Compramos um pacote de arroz e lá está a data do seu vencimento. Compramos um pacote de bolachas e lá está o prazo de consumação. Compramos o pãozinho na padaria e uma etiqueta na gôndola avisa quando foi fabricado e até quando deverá ser consumido.

Pois é. Nós não temos essa etiqueta nem aviso nem nada. Estamos vivos. Sabemos que vamos morrer. Mas não está dado ao nosso conhecimento o momento para tal evento acontecer. Tanto assim que para a nossa morte não podemos convidar apenas os que gostaríamos nos vissem ali no esquife, sem vida. Podemos fazer uma lista, mas não podemos controlar a portaria.

Notícia de morte corre veloz e muita gente para tudo para fazer a última visitinha ao corpo sem vida. Aqueles que nunca encontram tempo para sair de casa – seja pelo trabalho, seja pela família, seja pela precariedade financeira, seja pela canseira, seja por quaisquer motivos se apresentam – param tudo e rumam para a terra daquele que agora jaz sem vida. Na modernidade, as distâncias não mais atrapalham tanto.

Quantos sentimentos a morte desencadeia. Os que creem devem se revigorar pela fé na certeza de uma vida que não se acaba. Se não temos o prazo de validade na pele, os cristãos tem um “prazo de validade na alma”: para sempre. Aquele que nasce em Cristo Jesus não morre nunca! A vida é apenas transformada de corpo mortal em corpo glorioso. Deixa a terra para a terra da promessa, a Jerusalém celeste, o céu.

Mesmo essa certeza não é suficiente para estancar todas as marcas de tristeza, de saudade e de outros sentimentos diversos. Quando amamos alguém e este nos falta, óbvio que sintamos sua ausência. O poeta-filósofo-profeta disse que os “amados não morrem nunca”. Mas o reaprender com essa ausência presente e presença ausente não é tarefa simplória. Exige empenho e tempo.

Uma palavra de Jesus a você que a pouco perdeu alguém querido: “não se perturbe o seu coração. Tenha fé em Deus! Tenha fé em mim também. Na casa do Pai há muitas moradas. Vou preparar uma para você. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. (cf. João 14,1-6). Aquele que venceu a morte, nos dá vida nova, iniciada no batismo. Por isso, nascer com Cristo, com Ele viver, morrer e então com Jesus ressuscitar! Deus enxugará dos seus olhos todas as lágrimas! (Apocalipse 21,4)

Pax!!!

Padre Sandro Fonte: Blog do Padre Sandro

Padre Sandro Rogério

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